Bo Camiño

Os jovens que terminaram o Crisma, este ano catequético, fizeram os Caminhos de Santiago no final do verão. Caminhar várias horas seguidas, apenas com algumas pausas, supunha um final do dia de rastos e com pouco humor: Nunca aconteceu! Quem procura o Caminho de Santiago, nem sabe muito bem o que o motiva a fazer. É o próprio Caminho que vai decifrando as razões da jornada, onde a fé, a aventura, o testemunho, a procura de algo…se misturam. Nesta viagem aprendeu-se várias coisas. A primeira é que a mochila tem acessórios a mais. Depois, e se o amaciador do cabelo era tão imprescindível levar para o primeiro dia, no segundo dia, já foi deixado no Albergue, para quem quisesse usar. Aprendeu-se a lavar roupa à mão (para alguns foi a primeira vez), aprendeu-se que todos os espaços e momentos são para partilhar, com exceção, dos quilómetros que cada um e por iniciativa própria, quis fazer sozinho, em cada etapa, e que trouxe muito mais reflexão, relativamente à busca do seu Caminho interior. O Caminho também nos ajuda a observar em nós e nos outros, a coragem, a determinação e o bom espírito. As etapas são feitas com tempo e o tempo chega para tudo: para rezar, para partilhar o melhor momento do dia, para perdoar, para agradecer, para ir em silêncio, para cantar, chorar e gargalhar. O Caminho “obriga-nos” a relembrar a interajuda, a paciência, a bondade e o respeito. A exigência material ou o que exigimos dos outros vai sendo menor, à medida que se vão realizando etapas. Daí ser recomendável termos oportunidade de fazer esta experiência em vários dias. Vamos ficando mais em paz e aceitando tranquilamente o que o Caminho tem para nos dar. O que fica na memória, não é o cansaço nem a bolha que tentou aparecer. O que fica é tudo o que não é mensurável. Ninguém fica igual depois de fazer o Caminho de Santiago!

Testemunhos de elementos do grupo

– “Foi uma experiência inesquecível que vou lembrar-me para sempre, especialmente por ter sido a primeira vez que fiz os caminhos. O grupo era espetacular e apesar das nossas diferenças, fomos sempre muito unidos e isso ajudou a que tudo corresse bem” “O caminho é sinónimo de reflexão, cada um reflete sobre o seu passado e futuro. Temos o à vontade para o fazer, pois sentimos que mesmo fazendo largos quilómetros sozinhos sabemos que ultrapassaremos qualquer adversidade, porque todos pertencemos a um grupo que está sempre pronto a estender a mão para ajudar. Somos Um!”

– “O caminho ajudou-me a ser uma pessoa melhor. Por causa da tolerância, perdão e dos conselhos que recebi, senti-me mais fortalecido psicologicamente e uniu-me ainda mais ao grupo.”

– “Ao longo do caminho, senti várias emoções alegria, sofrimento e até receio de não chegar ao objetivo. Era para mim um sonho fazer os caminhos de Santiago de Compostela. Fi-lo com o apoio do meu magnífico grupo e cheguei, alcancei aquilo que queria. Uma experiência magnífica e a repetir, sem dúvidas.”

– “Fazer os caminhos foi uma experiência muito boa, era uma coisa que já tinha pensado fazer, mas não queria fazê-lo sozinha. Fiz os caminhos com o melhor grupo que alguma vez podia fazer. Tive imensas emoções ao longo dos dias, todos os dias acordava com um sorriso na cara e com o pensamento de que estava quase a chegar ao destino e que iria concluir um dos objetivos da minha vida. Sofri de dores? Sofri. Chorei com medo de não me aguentar até ao fim? Chorei. Mas nunca desisti graças à motivação que o grupo me dava todos os dias. Recordarei todos os momentos desta viagem como se tivesse sido ontem. Sem dúvida alguma, que voltaria a fazer os caminhos. É uma experiência inesquecível e que toda a gente deveria fazer, pelo menos uma vez na vida, sem ter medo de não conseguir alcançar o objetivo.”

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