Celebração da Eucaristia faz transbordar a nossa igreja e o nosso coração

A manhã de domingo passado ficará na memória de muitos de nós por décadas. As crianças que têm frequentado a catequese paroquial nos últimos dois anos e meio concretizaram aquele que é o segundo grande projeto que deriva do batismo: aproximar-se do altar do Senhor. Por isso a comunhão que se faz pela primeira vez é sempre muito mais que o valor do encontro pessoal com Jesus: é também a reencontro com quem pediu o batismo e com quem nesse dia quis responsabilizar-se pela guarda do Dom.

E assim nos aproximamos também de cada família: o pai e a mãe, o padrinho e a madrinha, o avô e a avó, os tios e primos, os manos. Depois surge a paróquia, inscrevemo-nos na catequese, encontramo-nos com outras crianças no mesmo grupo, encontramos a comunidade (numerosa, vasta e acolhedora), escutamos a Palavra, entendemos a Paternidade de Deus…

E ganha contexto a Eucaristia e a Comunhão.

Na manhã daquele domingo radiante tudo foi tão hamonioso; e de que maneira. Não havia gestos por entender, palavras sem expressão, lugares perdidos. Tudo tudo foi acarinhado ao longo de dias ou meses, em encontros e diálogos, ritos e celebrações, tons e ritmos, mimos e abraços, sorrisos e lágrimas, tranquilidades e comoções, convites e aceitações…

Palavras escutadas no final, de um coração a transbordar, situaram o respeito que nos merecemos e a profunda gratidão a que nos obrigamos, não tanto pelo que fazemos mas apenas pelo tudo que recebemos porque um pouco nos doamos. E quanto se recebe!

Prendas, flores, gestos, cânticos, lágrimas, surpresas… tiveram todo o cabimento naquele dia também de Pentecostes porque aquela igreja e aquela eucaristia semanalmente celebrada nos arrasta para a comunidade e para tudo o que significa a identidade de filhos de Deus.

Publicamos um texto preparado pelos pais, e apresentado como manifestação da abundância dos seus corações. Sintam-se sempre bem pelo caminho que há dois anos e meio estão também a percorrer com os seus filhos e filhas e com a sua comunidade paroquial.

“Queridas catequistas e padre Luís: hoje, Jesus vive de modo especial no coração dos nossos filhos. A nossa alegria é profunda, e a nossa gratidão imensa: sabemos que este dia aconteceu graças também à vossa fé, ao vosso carinho, às horas que passaram a preparar as catequeses, a imaginar formas diferentes e interessantes de transmitir aos nossos filhos as histórias de Jesus. Agradecemos a paciência com que os ensinam todas as semanas. Agradecemos, acima de tudo, o vosso amor por Jesus, pois é esse amor que vos faz trabalhar dessa forma alegre, contagiante e fantástica. Por tudo, o nosso obrigado! Pais e famílias das crianças do 3º ano”

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