Crismandos que deixam rasto

Vários dias estão passados e ainda ecoam, trazidos por todos os ventos, belíssimas palavras sobre a celebração da Confirmação ou Crisma no domingo passado. E isso é bom! É muito bom!

Se atendermos ao final da celebração e recordarmos a projeção de imagens que foi feita a invocar uma parte dos dez anos de encontros de catequese e Eucaristia que agora terminam, percebemos que o “anúncio” não é, nunca é (!) em vão. Estes jovens apresentaram-se naquela manhã do seu Pentecostes ricos e plenos de muito mais que receberam da sua comunidade, é certo; mas também compareceram em nome da comunidade, que os acolheu. E estas são dinâmicas eclesiais fundacionais.

Deixando de lado pseudo-sofisticadas reflexões iniciáticas e quase estéreis (!) recordamos o quê? Um Bispo que é pastor, acolhimento e proximidade… quatro catequistas em velocidade “top” sobre tudo (liturgia, canto, gestos, temas catequéticos…) e super-bem de alma interior e exterior… o melhor e maior grupo de instrumentistas de sempre… meio cento no pequeno-coro… uma igreja cheia de amigos e familiares, crentes de vários jeitos… uma celebração cujo tempo parecia não somar quartos de hora porque, como no Tabor, apetecia ficar e fazer três tendas… e sobretudo um grupo de jovens bem sereno porque tudo se preparou com cuidado, zelo, e antecedência… um grupo de jovens que surpreendeu pais, avós, padrinhos e quem quer que de cada uma e cada um se aproximou pela maturidade humana e de fé que aqui e ali se evidencia (os símbolos pessoais ao ofertório já denunciaram isso um pouco, não?).

Alguém, dias antes, sentia a tristeza por ter notado que, com tanta preparação, alguma coisa estaria a chegar ao fim… E sentiu tristeza… De facto algo terminou. Terminou mesmo. Mas não o que somos; sobretudo o bem que é ser sempre “relação”.

A comunidade que acolheu o Batismo enviou cada um, na esperança de nenhum nunca perder.

Obrigado.

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