MISSÃO É CONSOLAÇÃO. Hoje com Pablito! 

Amigos queridos da minha Paróquia de Nossa Senhora do Desterro dos Pousos.

Desde este outro lado do mundo, envio-lhes a minha saudação fraterna e renovo o desejo que na oração e comunhão estamos juntos.

Com estas pobres palavras, desejo chegar até vós para partilhar algumas experiências da vida que o nosso Pai me permite ir celebrando por estas lindas terras. Não porque sejam extraordinárias ou excepcionais. Isso não! Mas porque em cada experiência, em cada evento, em cada nova dificuldade vou tocando a misericórdia e providencia de Deus. Não pensem que ser missionaria é algo admirável ou grandioso. É simplesmente, no meu caso, ir reconhecendo como Deus é extraordinário e grandioso. Ele é capaz de transformar os medos em coragem e a fraqueza em audácia e a impotência em poder. Ele aceita usar-nos para sermos canais de solidariedade e de consolação.

Hoje quero falar-lhes de Pablito, um menino de 10 anos que vive com os seus pais e duas irmãs em Puerto Ayacucho, Amazônia venezuelana. Pablito nasceu com a doença do pé torto congênito bilateral, que significa que nasceu com os dois pés virados para dentro, impossibilitando-o de andar. Menos de correr ou jogar com os seus companheiros. O pé torto congênito tem cura, podendo a criança andar normalmente quando o tratamento é feito corretamente e logo após o nascimento. O que passa, é que o nosso Pablito, deveria ter sido operado quando era mais pequeno, mas com a situação que se vive em Venezuela, foram passando os anos e o nosso Pablito continuava sem poder andar. A família, gastou tudo o que tinha para uma primeira operação que resultou sem êxito. O nosso menino necessitava urgentemente uma nova operação em cada pé e não podíamos deixar passar mais tempo, pois corríamos o risco que ser tarde demais.

Quando nos toca à porta uma mãe chorando e suplicando pela saúde do seu filho…. o nosso coração bate mais rápido e sentimos que anunciar a Boa Notícia é demonstrar que somos família e a dor de um é dor de todos. Frente aos elevados custos das intervenções cirúrgicas a realizar, o calçado a comprar, as viagens para a cidade onde seria a cirurgia… parecia uma missão impossível para essa pequena comunidade de missionárias da Consolata. Mas, foi só partilhar a nossa dor com alguns amigos que muitos outros corações sentiram o SER IGREJA e a necessidade de ser Consolação.

Chegaram as ajudas, realizou-se a cirurgia e hoje o nosso menino está recuperando bem e já sonha com os golos que vai marcar quando poder acompanhar aos seus amigos num bom jogo de futebol. Pablito está feliz, foi consolado na sua dor. A sua felicidade e a da sua família deve-se à generosidade e gratuidade de muitos.

Missão é ser instrumento do Senhor para Consolar.

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